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Sábado, 17 de Fevereiro de 2007

O 1.º SEMESTRE

Parece que ainda há pouco estava a festejar a minha admissão na Faculdade de Medicina… e agora um semestre já está concluído. Balanço geral positivo. Desde o início que me apaixonei pela cadeira de Anatomia. Esta é, na minha humilde, opinião a primeira cadeira verdadeiramente médica que temos neste curso. Além da parte humana e ética que é alvo da cadeira de Introdução à Medicina, claro... E elas complementam-se: uma é o lado científico, profissional, rigoroso, sábio, perfeccionista que o médico tem de ter, a outra o lado humano, compreensivo, empático que não pode ser esquecido.

Também há quem diga de Anatomia outras coisas menos bonitas... Que é o "cadeirão" do curso, que é horrível, que está concebida para chumbar os alunos. Quanto a mim, uma coisa é óbvia. Tenho constatado que na minha turma muitos dos alunos estão na mesma situação que eu: entraram só à segunda tentativa para Medicina. E como eles, muitos outros haverá na minha Faculdade e no país inteiro... Tanto estes como os que tiveram o mérito de entrar à primeira (e a sorte, que também é muito importante), não creio que duvidem da dificuldade de entrar neste curso.

E consequentemente da própria dificuldade do curso. Há cursos em que as pessoas lidam com Letras, com textos, com as línguas... (e eu sei bem o que isso é, já que no ano passado estive na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), há outros que lidam com dados, com números, com operações matemáticas, com regras rígidas... Nós temos a ambição de lidar com corpos humanos e com pessoas. Temos de ter tanto de rigoroso na nossa sabedoria anatómica, como de humano. É caso para dizer que somos mesmo muito ambiciosos, e que a meta a que nos propomos não é propriamente fácil.

Logo, a Anatomia não é nenhum bicho de 7 cabeças... é sim, na minha opinião, uma cadeira de descoberta progressiva de um milagre fantástico que é o nosso corpo, é uma cadeira empolgante e entusiasmante, que é, simplesmente, aquilo que tem de ser... já que visa formar novos médicos.

E depois tenho a sorte de ter como assistente o Dr. Lucas Batista, que não falta a uma aula (ao contrário de muitos dos assistentes), que nos motiva com as inúmeras “histórias” do bloco operatório, ele é simplesmente excepcional.

E depois a Bioquímica. Comecei por detestá-la. Parecia completamente deslocada do contexto médico. Na segunda metade do semestre, quando começámos com os casos clínicos, aí sim despertei o interesse por esta matéria e me deixei fascinar.

Bioestatística foi, sem dúvida, a cadeira mais desinteressante que tive neste primeiro semestre.

E agora veremos, o que me reserva o 2.º semestre.

“O que é o homem na natureza? Um nada em comparação com o infinito,

um tudo em face do nada, um intermediário entre o nada e o tudo.”

Blaise Pascal

publicado por Dreamfinder às 23:27

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